Dourados está sediando nesta semana o 17º Encontro Nacional de Plantio Direto,  A abertura do evento aconteceu na Universidade Federal da Grande Dourados e recebeu as principais lideranças políticas e do agronegócio de Mato Grosso do Sul.

O 17º Encontro Nacional de Plantio Direto acontecerá em junho de 2020, e é uma iniciativa da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP). Na noite de segunda, representantes de empresas do setor agroindustrial, produtores rurais, lideranças ligadas à Famasul, Aprosoja e Sindicatos Rurais e profissionais da Embrapa e Fundação MS participaram do lançamento do evento e demonstraram apoio.

“A Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação tomou a decisão mais acertada ao escolher Dourados como sede do evento. Trata-se de uma cidade polo de mais de 30 municípios. Somos uma região que é celeiro do Brasil e do mundo. Dourados recebe esse evento de portas abertas, com nossa estrutura hoteleira preparada, com um aeroporto que vai receber investimento na ordem de R$ 49 milhões e um cronograma de obras que já garante, agora para o final de outubro, voos diretos para São Paulo. Contamos com a estrutura de pesquisa e ensino das universidades e da Embrapa. Enfim, falar de Dourados é sempre um prazer, pois narramos a pujança desse município, onde vamos receber este evento com o que de melhor temos a oferecer”, afirmou o secretário.

A mesa de autoridades foi composta pela reitora pró-tempore, professora Mirlene Damázio; o vice-governador, Murilo Zauith; o secretário de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, Fabiano Costa; o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lucio Damalia; e o presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, Jônada Hsuan Min Ma.

Jônada apresentou a FEBRAPDP, uma entidade com 27 anos de atuação, e destacou que atualmente a diretoria da federação tem pelo menos cinco produtores rurais de Mato Grosso do Sul, o que dá mostras da representatividade do estado no agronegócio brasileiro.

O Encontro Nacional de Plantio Direto é realizado pela entidade a cada dois anos, uma vez que a infraestrutura necessária para realizá-lo demanda planejamento prévio. Isso porque o evento reúne produtores rurais, empresas do agronegócio e profissionais ligados às ciências agrárias de todo o país.

“Somos uma estrutura corporativa bastante ampla, diversificada, multidisciplinar e multi-institucional. E o Encontro Nacional de Plantio Direto é um evento técnico, científico, de grande impacto, pois proporciona a troca de conhecimentos e experiências, entre o produtor que está no dia a dia no campo, e a acadêmica que realiza a pesquisa. Realizamos um evento de integração entre pesquisadores, acadêmicos, o produtor do campo, extensionistas, empresas do agronegócio, revendas, instituições apoiadoras como sindicatos, associações e cooperativas”, explicou Jônadas.

Lucio Damalia, presidente do Sindicato Rural de Dourados, destacou a relevância do plantio direto para a preservação ambiental e para as condições de plantio. “O plantio direto foi uma revolução. Começamos aqui no estado em 1977, quando o problema era a erosão do solo. E hoje ainda não superamos esse problema, tendo em vista o que aconteceu em Bonito e sua bacia hidrográfica”, alertou o produtor rural. Ele também classificou como “impensável” que haja produtores que ainda usam de queimada para preparar o solo para o plantio. “O sistema plantio direto busca multiplicar os microorganismos que estão no solo e garantir sua fertilidade, sua capacidade de gerar a vida. Esse evento vai contribuir para disseminar essa tecnologia, para apontar um modelo para os produtores de MS, sobre como produzir mais e ao mesmo tempo preservar. Tenho certeza que a propriedade que eu tenho hoje tem um solo mais fértil hoje do que décadas atrás. E eu trabalho para deixar uma terra saudável e produtiva para meus filhos e netos”, enfatizou Lucio.