Na porta da prefeitura manifestantes esperam para falar com alguma autoridade.(Foto: Adalberto Domingos)

Dezenas de comerciantes, donos de bares e conveniências e proprietários de academias estão neste momento no Paço Municipal de Dourados pedindo uma audiência com a prefeita Délia Razuk (PTB) que editou ontem um decreto determinando fechamento por dez dias desses estabelecimentos, além de estúdios, bares e tabacarias.

De acordo com informações, quatro representantes do grupo serão recebidos pelo assessor da prefeita, Alexandre Mantovani. A medida foi editada em dados elaborados pelo Comitê de Gerenciamento de Crise da Covid-19 e avalizada pelo núcleo de epidemiologia como forma de aumentar o isolamento social e conter a proliferação do novo coronavírus, que até ontem já tinha feito 38 vítimas fatais na cidade.

Já os manifestantes reclamam que estão sendo vítimas de descriminação e que locais que são surtos de covid 19 no município continuam abertos. “Tem comércio e indústria lotados de pessoas que podem estar contaminados e muitos responsáveis por estes locais são até recebidos com honra na prefeitura e por outras autoridades”, disse um dos manifestantes que preferiu não se identificar.

Os donos de academias dizem que cumpriram todas as exigências contidas no decreto que permitiu a reabertura ocorrida em abril, fizeram investimentos, mudaram rotina e vinham cumprindo todas as regras e não deveriam ser enquadrados no novo decreto. “Somos propagadores de saúde e não de covid”, disse um professor de Educação Física que foi ao protesto, porque pode perder o emprego se a medida for mantida.

Ontem à tarde, a prefeitura divulgou nota para informar que as conveniências poderão continuar funcionando através de delivery, assim como funcionam restaurantes e lanchonetes, mesmo durante o toque de recolher, que vai das 20h às 5h.

No domingo (12) termina o prazo determinado pela prefeitura no decreto que fecha no período da manhã as lojas do centro, reduziu o horário de funcionamento do shopping e suspendeu cerimônias religiosas.

A assessoria da prefeita Délia Razuk ainda não informou se a medida será prorrogada ou se as lojas voltam a funcionar normalmente na semana que vem.