Força Nacional permanece em Dourados mais um mês. Foto: (Divulgação)

Militares da Força Nacional de Segurança Pública vão atuar em áreas de disputa por terras em Mato Grosso do Sul por mais 30 dias, conforme determina portaria do Ministério da Justiça publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União. A atuação da Força será nas cidades de Caarapó e Dourados. A norma é assinada pelo ministro André Luiz Mendonça.

Segundo portaria, a Força Nacional receberá apoio logístico da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A permanência do efetivo pode ser prorrogada. Caso a pasta estadual descarte a renovação, as tropas deixam o Estado em 12 de novembro.

A portaria estabelece “policiamento ostensivo para prevenção de conflitos agrários por questões fundiárias, bem como no combate aos crimes transnacionais de contrabando, tráfico de drogas, armas e munições, em caráter episódico e planejado, pelo período de 30 (trinta) dias, a contar de 12 de outubro de 2020 a 10 de novembro de 2020″.

O efetivo da Força Nacional está baseado na sede do 3º Batalhão da Polícia Militar em Dourados, desde janeiro, quando indígenas guarani-kaiowá e seguranças particulares entraram em confronto em área de ocupação chamada Ñu Verá, próxima das aldeias Jaguapiru e Bororó. Três índios e um vigilante ficaram feridos. Criança de 12 anos perdeu os dedos após explosão acidental de granada idêntica à usada pela Polícia Militar.

O emprego em Caarapó também é voltado a minimizar a tensão agrária. O esquema de segurança reforçado foi considerado necessário após divulgação de estudo de identificação e delimitação assinado pela então presidente Dilma Rousseff.

Em junho de 2016, indígenas da aldeia Tey Kuê decidiram entrar na Fazenda Yvu. Logo depois, em investida de cerca de 200 produtores rurais, funcionários das propriedades e seguranças, seis índios ficaram feridos e um morreu – o agente de saúde indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos.