Servidores da segurança do Mato Grosso do Sul serão atendidos na rede Hospital de Amor

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Com o objetivo de melhorar a saúde dos servidores da segurança pública de Mato Grosso do Sul, o secretário de Estado de Justiça e Segurança, Antonio Carlos Videira, recebeu no gabinete da Sejusp, em Campo Grande, nesta terça-feira (23), o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, para uma reunião técnica.

Durante o encontro foi apresentado um projeto para diagnóstico precoce e atendimento dos profissionais da segurança pública na rede Hospital de Amor, que em Mato Grosso do Sul possui unidades em Campo Grande, Dourados e Nova Andradina. A ação vai ao encontro ao eixo de valorização dos profissionais de segurança pública, prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e do Sistema Único de Segurança Pública.

“O Hospital de Amor fará um estudo técnico sobre a melhor forma de atender os profissionais não só para a realização de exames preventivos do câncer, mas também em outras áreas da saúde, como odontologia, oftalmologia e audiometria”, explica Videira.

Conforme o secretário de Segurança esse tipo de trabalho está previsto nas ações do Centro de Atenção Biopsicossocial  da Sejusp, que foi criado em maio do ano passado. A ideia é que o projeto atenda servidores da ativa e da reserva, mulheres com exames de preventivos da mama e do colo do útero e homens com exames de próstata, por exemplo.

Centro de Atenção Biopsicossocial

O Centro de Atenção Biopsicossocial da Sejusp foi criado em 20 de maio de 2020, com o objetivo de oferecer apoio a todos os profissionais da segurança pública, melhorando assim a qualidade de vida do servidor.

Com previsão de receber mais de R$ 3,1 milhões em investimentos, sendo R$ 2,2 milhões para estruturação e mais R$ 950 mil para custeio, todo o projeto do Centro de Atenção Biopsicossocial será financiado pelo Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

A primeira fase do projeto, que é de formação de equipes de saúde multidisciplinar composta por psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e professores de educação física, além de uma equipe administrativa, já está praticamente concluída.

Entre as principais metas está a realização de estudos, pesquisas e planejamentos como forma a reduzir alguns indicadores, como números de suicídio, afastamento para tratamento de saúde e tratamentos psiquiátricos, uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas ilícitas), além de aumentar campanhas e programas de prevenção voltados para este público.

Sobre o Hospital de Amor

Em 24 de março de 1962, surgiu, no centro da cidade de Barretos, no interior de São Paulo, um hospital geral cujo nome homenageava São Judas Tadeu. Na época, a população da região tinha que viajar centenas de quilômetros para buscar tratamento oncológico, mas muitas dessas pessoas tinham dificuldades de fazer esse percurso até a capital, por falta de recursos, receio das grandes cidades, além da imprevisibilidade de vaga para internação. Devido a isso, esse pequeno centro de saúde, na época com pouco mais de 2 mil metros quadrados, começou a receber muitos desses pacientes, que, em sua maioria, eram previdenciários, com poucos recursos e com alto índice de analfabetismo. Com o aumento da demanda e desse acolhimento com o passar dos anos, em 1967, foi instituída a Fundação Pio XII, entidade que se tornou a mantenedora da instituição, que passou a atender apenas pacientes portadores de câncer.

Este pequeno Hospital contava com apenas quatro médicos: Dr. Paulo Prata, Dra. Scylla Duarte Prata, Dr. Miguel Gonçalves e Dr. Domingos Boldrini. Eles trabalhavam em tempo integral, dedicação exclusiva, caixa único e tratamento personalizado. Filosofia de trabalho que promoveu o crescimento da Instituição.

Devido à grande demanda de pacientes e ao velho e pequeno hospital não comportar todo crescimento, o Dr. Paulo Prata, idealizador e fundador, recebeu a doação de uma área na periferia da cidade e propôs a construção de um novo Hospital que pudesse responder às crescentes necessidades.

No ano de 1989, Henrique Prata, filho do casal de médicos fundadores do hospital, abraça a ideia do pai e com a ajuda de fazendeiros da cidade e da região realiza mais uma parte do projeto. O pavilhão Antenor Duarte Villela, onde, hoje, funciona uma parte dos ambulatórios do novo hospital, é inaugurado em 6 de dezembro de 1991.

Dando sequência ao projeto, que vem ganhando grandes proporções com a ajuda da comunidade, de artistas, da iniciativa privada e com a participação financeira governamental, outras áreas do hospital estão sendo construídas para atender, gratuitamente, os pacientes com câncer que chegam até o hospital.

Uma maneira que o hospital encontrou de homenagear estas pessoas que contribuem com esta causa é colocar nos pavilhões os nomes dos artistas.

Em novembro de 2017, a instituição assumiu como nome o apelido pelo qual já era conhecido entre seus pacientes, familiares, médicos e parceiros, passando a se chamar “Hospital de Amor”.

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