O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, apresentou Mato Grosso do Sul como potencial exportador de alimentos. Segundo o dirigente existe a capacidade de mudar a chave, saindo do status de importador, utilizando-se de parcerias público-privadas, e linhas de créditos baseadas na realidade do empreendedor rural.

A apresentação do presidente ocorreu nesta quarta-feira (11), durante a live: “Lei do Agro e Financiamento Privado”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), que contou com a participação do presidente da IBDA, e do advogado Juliano Tannus, sócio da Tannus Advogados Associados.

“Temos um potencial gigantesco, adormecido. Precisamos nos aproveitar do avanço da demanda para empreender. Os municípios do interior são muito dependentes do agro economicamente, e com essa demanda mundial, não teríamos dificuldade em atender”, explica o presidente do SRCG, ao elencar as demandas que recebeu por meio de reuniões com adidos, que vão desde frutas e hortaliças até genética equina e bovina.

“Entre as alternativas, precisamos considerar também as linhas de crédito de recursos livres. Algumas chegam a apresentar taxas de juros que estão batendo o BNDES, que possibilitam acessar taxas fixas, já que o produtor não gosta de insegurança. Ele precisa se sentir confortável para investir, principalmente quando a moeda é o que ele mesmo produz”, completa o presidente do SRCG.

“Vários adidos apresentaram demandas gigantescas. Ainda precisamos considerar a Ásia, com essa explosão de consumo, mas para atendermos teríamos de avançar muito na produção e acho que Mato Grosso do Sul deveria ter isso como foco nas instituições, uma vez que é possível quadruplicar nossa produção, sem deixar de ser sustentável, com técnicas agronômicas básicas”, completa Alessandro Coelho.

O Fundador do IBDA, Renato Buranello, sinalizou concordância com os apontamentos e emendou: “é uma questão de ordem, precisa de fato levar o conhecimento de conceitos [de acesso a crédito privado] para o agro. Quem precisa conhecer está há quilômetros de onde se é discutido. Precisamos dar continuidade e democratizar termos técnicos, capacitando o produtor rural a operar”, pontua, fazendo referência à necessidade de facilitar o compreendimento e o acesso a crédito.

O advogado Juliano Tannus acrescentou: “Fora a questão da industrialização e de gerar valor, também necessários para a agropecuária. Precisamos de uma evolução legislativa, mas também de estruturação de instrumentos e financiamento feitos pelos bancos e escritórios de advocacia”, alerta. “O investimento de custeio é sempre muito alto, então precisamos de segurança jurídica para o setor financeiro e boas taxas para quem toma os valores”, finalizou o advogado, apontando as necessidades que podem viabilizar maior volume e qualidade na produção agropecuária.