O prefeito de Campo Grande ainda não fez nenhum pronunciamento sobre o pedido. (Foto: Divulgação)

A Defensoria Publica do Estado entrou com pedido judicial de lockdown em Campo Grande. Conforme adiantado pelo Onça de que talvez a única via para o fechamento de tudo seria a via judicial, agora a Defensoria entrou com o pedido para que a Prefeitura Municipal de Campo Grande adote “medidas para restrição total de atividades comercial e social não essenciais no seu território pelo prazo de 14 dias (lockdown), sem prejuízo deprorrogação, se necessário, nos mesmos moldes que fez ao expedir o Decreto n.o 14.200, de 19 de março de 2020, publicado no Diogrande n.o 5.865, com o acréscimo de que restaurantes e lanchonetes somente poderão funcionar para entregas em domicílio”, além disso o pedido também quer a restrição total de “circulação de veículos particulares exclusivamente para deslocamento ao trabalho de pessoas ligadas às atividades essenciais ou para compra de gêneros alimentícios e medicamentos ou, ainda, para atendimento médico, limitando o funcionamento do transporte público urbano ao mínimo necessário para garantir o deslocamento aos trabalhadores dos serviços essenciais e pessoas queprecisem de atendimento médico e indicando regras de biossegurança para o funcionamento das atividades essenciaise transporte público urbano”.

A petição é assinada pelo Defensor Público-Geral do Estado Fábio Rogério Rombi da Silva que embasou o pedido pelos índices de contaminação pela Covid-19 em Campo Grande. “Ontem, 2 de agosto de 2020, o Município de Campo Grande divulgou seu mais recente boletim epidemiológico informando já serem 11.104 os casos confirmados”, apontando que o aumento de 715% demonstra haver erro na condução doenfrentamento à doença em Campo Grande. “Apesar de ter começado bem, o Município perdeu o rumo à medida que passou a flexibilizar as medidas iniciais. Mais recentemente, em vez de tomar medidas duras para restringir a circulação de pessoas, o Município expediu o Decreto n.º 14.380, de 14 de julho de 2020, que, em resumo, determinou a paralisação, mas somente aos sábados e domingos, de todas as atividades econômicas e sociais não essenciais no período de 18 até 31 de julho de 2020, funcionando nos demais dias das 09h00min às17h00min com lotação máxima de 30% de sua capacidade. Francamente! É pouco, pouquíssimo, diante da gravidade da situação”, criticou o defensor.

A reportagem conversou com a assessoria de imprensa da Prefeitura que explicou que ainda não ha posicionamento oficial sobre o assunto.