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Agentes vistoriam 2.706 casas nas aldeias e eliminam 617 focos do Aedes aegypti

Equipes de agentes de combate a endemias coordenadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do polo base Dourados vistoriaram 2.241 caixas dR...

16/06/2026 10h28
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Dourados - MS
Ações nas aldeias Bororó e Jaguapiru resultaram em tratamento químico de 2.241 caixas d’água- Divulgação/ Assecom
Ações nas aldeias Bororó e Jaguapiru resultaram em tratamento químico de 2.241 caixas d’água- Divulgação/ Assecom

O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) polo base Dourados, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realizou ações de controle vetorial nas aldeias Bororó e Jaguapiru entre os dias 8 e 12 de junho. Os agentes de combate a endemias estiveram em 2.706 moradias, vistoriaram 2.241 caixas d’água e realizaram tratamento químico em mais de 600 unidades.

A Reserva Indígena foi dividida em 4 setores e os trabalhos dos agentes de combate a endemias se concentraram em 541 imóveis na Bororó 1, 817 na Bororó 2, 514 moradias na Jaguapiru e 834 na Jaguapiru 2. Durante os 5 dias de controle vetorial, os agentes encontraram 358 imóveis fechados e localizaram 617 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zika Vírus.

As ações também focaram o recolhimento de materiais inservíveis que poderiam acumular larvas, pupas ou ovos do mosquito transmissor. Todo material inservível foi recolhido pelos agentes de combates a endemias. O Dsei realizou ainda a aplicação de 2.736 colheres dosadoras de larvicidas em depósitos considerados potenciais criadouros do mosquito.

O trabalho teve o objetivo de monitorar e avaliar as ações de controle vetorial realizadas pelos agentes de combate a endemias nas aldeias do polo base do Disei com foco na prevenção e controle das arboviroses na Reserva Indígena de Dourados. O resultado das ações de controle vetorial foi divulgado nesta terça-feira (16) pelo pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município.

Números do Informe Epidemiológico distribuido nesta segunda-feira (15) revelam que a Reserva Indígena registrou 3.255 notificações de Chikungunya desde o início da epidemia, com 2.447 casos prováveis, 2.183 casos confirmados, 808 casos descartados e 264 casos em investigação. Além disso, foram confirmadas 10 mortes de indígenas em razão de complicações da doença.

Os números gerais revelam que Dourados registrou 9.621 notificações, com 5.109 casos prováveis, 4.693 casos confirmados, 4.512 casos descartados e 416 asos em investigação. Depois de registrar uma sequência de quedas de notificações nas semanas epidemiológicas, com o menor volume ocorrendo na semana 22 com 172 notificações, os registros voltaram a subir na semana 23 com 194 notificações de Chikungunya.

A boa notícia é que o volume de internações em razão de complicações da doença chegou ao menor nível desde o agravamento de epidemia. Até esta segunda-feira, os hospitais registravam 18 internações, sendo 14 no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional e 1 no 1 no Hospital Evangélico Mackenzie.

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