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Polícia CRIME ORGANIZADO

MP deflagra Operação Colete de Troia contra inserção de ilícitos em presídio de Dourados

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão contra policiais penais e demais investigados suspeitos de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na Penitenciária Estadual.

21/10/2026 17h05
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação “Colete de Troia”. A ação tem o objetivo de cumprir dez mandados de busca e apreensão nos municípios de Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí/PR.
As investigações, iniciadas em meados de 2024, apuram a participação de policiais penais em um esquema criminoso voltado para a inserção de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos nas dependências da Penitenciária Estadual de Dourados (PED).


O Gaeco apurou que policiais penais integrantes da organização criminosa se valem de suas funções públicas para, em total subversão de seus deveres funcionais, atuar em conluio com presidiários e outros particulares. A finalidade era inserir ou facilitar a entrada de produtos ilícitos na PED — inclusive com o uso de drones —, os quais são distribuídos, comercializados ou consumidos nas dependências internas do estabelecimento prisional.


Origem do Nome
O nome da operação – Colete de Troia – faz alusão à narrativa grega do Cavalo de Troia, consolidada na literatura clássica de Homero e de Virgílio. Assim como a estrutura de madeira serviu para ocultar os soldados gregos que abriram os portões da cidade inimiga por dentro, o "colete" e a confiança inerentes ao cargo de policial penal foram instrumentalizados como dissimulação. O que deveria ser o escudo de proteção da sociedade transformou-se na principal ferramenta de infiltração do crime organizado.


Apoio Operacional
A operação contou com o apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Choque, do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), da Gerência de Inteligência Penitenciária e Corregedoria da Agepen, além do apoio do Gaeco do Paraná.
Um representante da OAB/MS também se fez presente, acompanhando as diligências na residência de uma advogada.

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