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Polícia CRIME ORGANIZADO

PF e Receita Federal fazem operação contra organização criminosa ligada a núcleo familiar de Ponta Porã

Operação Ifrit cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão em sete estados; investigação apura tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e participação de agentes públicos.

04/11/2026 07h31
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Ifrit, para combater uma organização criminosa transnacional ligada a um núcleo familiar de Ponta Porã. A ação cumpre 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão em sete estados, além de medidas contra agentes públicos.

A operação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande e ocorre em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

Do total de mandados de prisão, 25 são preventivos e um é temporário. Também foram determinadas três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Investigação apura participação de agentes públicos

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa associada a facções e liderada por um núcleo familiar. Segundo a Polícia Federal, o grupo contaria com a participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

Os investigados são apontados como envolvidos em tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A apuração também abrange crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Conforme as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.

Grupo atuava na fronteira entre Brasil e Paraguai

A organização criminosa atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.

As investigações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os materiais abasteceriam redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

A operação busca combater a estrutura da organização e aprofundar as investigações sobre os crimes atribuídos ao grupo.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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