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Polícia POLÍCIA

Homem apontado como mandante da execução de agente penitenciário morre em confronto com a polícia em Campo Grande

Suspeito, conhecido como “Buguinho”, tinha extensa ficha criminal e foi condenado por envolvimento na morte do servidor penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça

20/06/2026 10h09
Por: Redação Fonte: Avelino Neto
 Homem apontado como mandante da execução de agente penitenciário morre em confronto com a polícia em Campo Grande

Marcelo Silva Gonçalves, de 45 anos, conhecido como “Buguinho”, morreu na noite de sexta-feira (19) após entrar em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque, na Rua Antônio Burgos Villa, no Bairro São Conrado, em Campo Grande. Com diversas passagens pela polícia desde 2007, ele era considerado um criminoso de alta periculosidade e já havia sido condenado por participação na execução de um agente penitenciário.

De acordo com informações da Polícia Militar, equipes do Choque realizavam diligências para localizar uma motocicleta vermelha utilizada em um roubo de iPhone ocorrido na Capital. Durante as buscas, os policiais identificaram um veículo com características semelhantes trafegando na contramão.

Ao perceber a aproximação da viatura, o motociclista parou e desceu do veículo. Conforme a versão policial, durante a abordagem Marcelo teria resistido e levado a mão à cintura, sacando um revólver. Diante da suposta ameaça, um dos militares efetuou disparos, atingindo o suspeito.

Após ser desarmado, Marcelo foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

No local, os policiais apreenderam um revólver municiado. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele possuía registro de roubo ocorrido no dia anterior. Segundo a polícia, Marcelo fazia uso de tornozeleira eletrônica no momento da ocorrência.

Histórico criminal

Conhecido nos meios policiais como “Buguinho”, Marcelo acumulava registros por diversos crimes, entre eles furtos, tentativas de furto, receptação, tráfico de drogas, associação criminosa, posse ilegal de arma de fogo e homicídios.

Entre os casos de maior repercussão envolvendo seu nome está a execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, ocorrida em 2015. As investigações apontaram que Marcelo teria sido o mandante do crime, motivado por desavenças relacionadas ao tratamento recebido dentro do sistema prisional.

Em 2021, ele foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão por participação no homicídio. Já Robson Silva dos Santos, identificado como autor dos disparos que mataram o servidor, recebeu pena de 21 anos de reclusão.

A Polícia Civil e a Perícia Técnica acompanharam a ocorrência e o caso será analisado pelas autoridades competentes para apurar as circunstâncias do confronto.

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