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Líder do PCC é apontado como mandante de atentado contra adolescente em Dourados

Preso na Penitenciária da Gameleira, investigado teria ordenado execução de jovem de 17 anos por disputa entre facções criminosas

02/06/2026 09h31
Por: Redação Fonte: Antonio Coca
Foto: Marcos Morandi
Foto: Marcos Morandi

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu nesta segunda-feira (1º) um mandado de prisão preventiva contra Ricardo Pereira, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das principais lideranças estaduais da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Conhecido pelos codinomes "Apolo" e "Simplicidade", ele é acusado de ter ordenado, de dentro do sistema prisional, um atentado contra um adolescente em Dourados.

A medida judicial foi formalizada por investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados e está relacionada a uma tentativa de homicídio registrada em março deste ano, na Vila São Braz.

Segundo a Polícia Civil, a vítima, o adolescente Carlos Eduardo Rodrigues, de 17 anos, foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta e atingida por diversos disparos de pistola calibre 9 milímetros. Apesar da gravidade dos ferimentos, o jovem sobreviveu graças ao rápido atendimento médico recebido após o ataque.

As investigações conduzidas pelo delegado Lucas Albé Veppo apontaram que o crime teria sido motivado por disputas territoriais entre facções criminosas rivais que atuam na região da Grande Dourados.

De acordo com o inquérito, Ricardo Pereira já cumpria pena na Penitenciária da Gameleira I, em Campo Grande, quando teria determinado a execução do adolescente. A polícia apurou que, mesmo encarcerado, ele continuava exercendo influência sobre integrantes da organização criminosa que atuam fora do presídio.

As diligências reuniram depoimentos de testemunhas, levantamentos de inteligência e outras provas que, segundo os investigadores, reforçam a participação do suspeito no planejamento do atentado. A motivação apontada seria a suposta ligação da vítima com uma facção rival.

Para a Polícia Civil, o cumprimento da prisão preventiva representa um passo importante no combate à atuação de organizações criminosas na região de fronteira. Além da responsabilização criminal do investigado, a medida busca interromper a comunicação entre lideranças presas e integrantes responsáveis pela execução de crimes nas ruas.

As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos na cadeia de comando e execução do atentado, bem como esclarecer a participação de outros integrantes da organização criminosa.

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